Outubro 13, 2008

Liderança

Outubro 13, 2008

Muito se fala em Liderança, as pessoas querem liderar ou as Empresas querem contratar líderes, parece uma contradição, pois a função de líder deveria estar em vias de extinção, o previsível é que cada funcionário fizesse o que deve ser feito sem a necessidade de comando.
Porém na prática sempre haverá necessidade de pessoas que definam prioridades, metas a serem atingidas e os meios necessários para isso, mas deveria ser cada vez menor o número de pessoas necessárias a estas funções, porém com a qualidade do ensino, isso é mais utópico do que nunca.
De qualquer forma existe muito de ilusão no assunto, em minha opinião:
Existem dois tipos de liderança - aquela que é imposta, ou seja, a pessoas é colocada num cargo de liderança pelo seu currículo, por lob, por “amizades” ou outro meio que o valha. Não é um líder e sim alguém ocupando uma função de mando.
Mas existem os líderes natos, os verdadeiros líderes, pelo que sei nenhum grande líder da História freqüentou nenhum workshop ou um MBA. È claro que se alguém reúne as qualificações para liderar e adicionada conhecimento, o resultado é potencializado, Bernardinho que o diga.
Ao contrário do que pregam os “consultores” (pessoas que desistiram de trabalhar e ganham a vida escrevendo ou falando o que se quer ler ou ouvir.) Nem todos podem se tornar líderes, os verdadeiros líderes nascem feitos, precisam ser aprimorados.
A liderança é situacional, dependo do cenário, um liderado pode assumir o comando, pois pode estar mais bem preparado para aquela situação em especial. Grande é o líder que consegue enxergar e praticar isso.
Um líder trabalha sem aparecer, trabalha pela sinergia do grupo e não pela sua autopromoção.

POEMA EM LINHA RETA

Outubro 12, 2008

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Álvaro de Campos

Dentro do Túnel.

Outubro 12, 2008

Enquanto a depressão progride.
Vejo-me adentrando por um túnel.
À medida que sou sungado para dentro.
A escuridão me envolve e
A solidão se achega.
O tempo passa e
A saída vai se perdendo.
Agora não vejo mais a luz.
Sinto frio, cansaço e solidão.
As razões e motivos
Para qualquer coisa
Já não existem.
Nada vejo, nada sinto.
Estou num mundo à parte.
Ninguém entra aqui.
Como vim parar aqui?
Como saio daqui?
Só existe uma saída.

Ponto de vista

Outubro 11, 2008

Eu não tenho vergonha
de dizer palavrões,
de sentir secreções
(vaginais ou anais).
As mentiras usuais
que nos fodem sutilmente
essas sim são imorais,
essas sim são indecentes.
Leila Míccolis

A Parte Divina do Cérebro.

Outubro 11, 2008

No livro “A Parte Divina do Cérebro” o autor Matthew Alper, descreve sua busca por Deus. Formado em Filosofia, Mattew lança mão de diversos setores do conhecimento humano, para fundamentar sua teoria.
Basicamente ele acredita que na cadeia evolutiva, em determinado momento o Homem adquiriu a percepção de si e no rastro desta veio a percepção da finitude, da morte. Assim como diante da percepção do meio e dos perigos oferecidos, a felicidade como já defendia Platão, é impossível.
Esta percepção gerou o medo e conseqüentemente a ansiedade, situação com a qual é impossível uma vida “normal”.
Diante deste quadro a evolução teria dois caminhos:
Voltar na escala evolutiva e o Homem perder esta percepção, mas ela é fruto de nossa inteligência, aquilo que nos torna a mais poderosa criatura sobre a face deste Planeta.
Então o cérebro criou uma recompensa, um ser protetor, um pai generoso, bondoso que nos protege de todos os perigos e nos garante que não somos finitos.
Para chegar a isso o livro trás muita argumentação e deveria ser lido.
Eu que sou um Duvidante adorei, não estou dizendo que a teoria é a verdade, apenas vejo como mais um caminho para aqueles, que sem preconceitos, procuram uma explicação para essa questão que nos acompanha desde os primórdios da raça humana.

A foto proibida.

Outubro 11, 2008

Quando soube da intervenção da Igreja e da consequente proibição, por parte da Justiça, da foto aqui exposta, errei e deixei que meus preconceitos falassem primeiro.
Condenei tanto a intervenção, como a proibição, porém, mais uma vez, as horas investidas em leituras e busca de conhecimento se mostraram valiosas.
Lembrei de John Locke que era defensor do Estado Laico. Locke defendia a ideia de que, assim como a Igreja não tinha o direito de se meter em assuntos do Estado, este por sua vez deveria se manter em seu próprio terreno de ação. Dizia ele; “Todo poder do Governo Civil relaciona-se apenas com os interesses civis dos homens, esta limitado aos cuidados com as coisas deste mundo e não tem nada a ver com o mundo que virá depois”.
Uma Igreja é uma sociedade de membros voluntariamente ligados para um fim comum, que está voltado para questões da alma. São associações livres, de união voluntária, suas regras de caráter interno aderindo quem quer. Locke escreveu a Epistola da Tolerância.
Tolerar significa indiferença, não se faz necessário aceitar como legítima ou verdadeira a crença alheia, bastando tolerar os diferentes cultos. Os diferentes grupos devem se tolerar.
Baseado na defesa da tolerância e do estado laico acredito que a proibição esta correta, já que a foto usa um dos mais importantes símbolos da Igreja sendo divulgado em um meio que ela não concorda, ou seja, estamos entrando dentro de um terreno que não é nosso.
Adoro fotos de mulheres, acho Carol Castro um tesão, mais não podemos misturar as coisas.
Devemos lembrar que muitos já foram queimados em fogueira pelo fato da Igreja entrar em assuntos que não eram de sua competência.
Basta tolerar, não precisa aceitar.
Fonte de consulta: Uma Luz na Escuridão de Rodrigo Constantino.
Ed. Soler.
OBS - O livro foi apenas fonte de consulta, as conclusões, são de minha responsabilidade.

Outubro 11, 2008

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!
Fernando Pessoa